A Serra da Estrela recebe muita gente que a atravessa de carro até à Torre, tira uma fotografia à altitude e volta para trás. Fica-se com o ponto mais alto de Portugal continental e sem quase nada do resto: os vales glaciários, os covões, as lagoas de altitude, as aldeias de xisto no sopé, o céu que à noite não tem concorrência de luz num raio de dezenas de quilómetros.
É essa diferença que a 100 Montanhas existe para fechar. Trabalhamos em 4x4, a pé e de noite, consoante o que faz sentido para o sítio e para a época: há trilhos que só valem a pena de manhã cedo, há miradouros que só compensam com o sol a cair, e há noites de céu limpo em que a coisa certa a fazer é sair do carro e olhar para cima durante uma hora.
Além da Serra da Estrela, operamos no Douro — barco e 4x4 entre as quintas — e organizamos expedições de trekking de vários dias no Gerês, no Alvão, no Caramulo e no Douro selvagem. São formatos diferentes com a mesma regra: grupo pequeno, guia que conhece o terreno e nada de percursos desenhados para caber num autocarro.