Torre (1993 m)
O ponto mais alto de Portugal continental e o sítio onde a neve dura mais tempo. É também o mais concorrido: em fins de semana de neve fresca, o parque enche e a estrada de acesso pode ficar em fila. Quem sobe cedo, vê outra montanha.

Trabalhamos na serra durante todo o inverno. Isto é o que sabemos sobre quando cai neve, onde ela dura, o que fecha e o que é preciso levar.
A época de neve na Serra da Estrela vai, na prática, de dezembro a março. Janeiro e fevereiro são os meses com maior probabilidade de encontrar cobertura consistente acima dos 1400 metros, e é também quando a neve que já caiu tem melhores condições para aguentar. Novembro e abril são meses de fronteira: acontece nevar, mas não se planeia uma viagem à volta disso.
A altitude decide quase tudo. Abaixo dos 1200 metros a neve raramente dura mais de dois ou três dias; entre os 1400 e os 1993 metros pode manter-se semanas, sobretudo nas encostas viradas a norte, que apanham menos sol direto. É por isso que se pode subir de Manteigas ou da Covilhã com estrada completamente limpa e chegar ao planalto com tudo branco — a diferença são 800 metros de altitude em vinte minutos de carro.
Nenhum operador honesto lhe garante neve numa data marcada com meses de antecedência, porque ninguém a consegue prever a essa distância. O que se consegue é dizer-lhe, na véspera, o que está lá em cima — e adaptar o percurso a isso.
Cinco sítios que valem a subida, por ordem de altitude. A Torre é o mais conhecido e o mais cheio; os outros quatro são onde se percebe a serra.
O ponto mais alto de Portugal continental e o sítio onde a neve dura mais tempo. É também o mais concorrido: em fins de semana de neve fresca, o parque enche e a estrada de acesso pode ficar em fila. Quem sobe cedo, vê outra montanha.
Um vale glaciário com bosque de bétulas na cabeceira do Zêzere, aos ~1400 m. Com neve é o sítio mais fotogénico da serra e continua a ser dos menos percebidos por quem só vai à Torre.
A maior lagoa de altitude da serra. No inverno gela nas margens e o planalto à volta fica completamente aberto — é o contraste mais forte entre a paisagem de verão e a de inverno.
Planalto a cerca de 1430 m, com lagoa e vistas longas. Menos visitado que a Torre e a Lagoa Comprida, e por isso o preferido quando a serra está cheia.
A base de apoio do lado da Covilhã, aos ~1500 m. É por aqui que muita gente para quando a estrada para a Torre está condicionada.
As subidas ao planalto pelo lado da Covilhã e pelo lado de Seia são as que primeiro sofrem com a neve. Com queda forte, os acessos podem ser condicionados ou encerrados — e o encerramento tanto acontece de manhã como a meio da tarde, com carros já lá em cima à espera de descer.
Com neve ou gelo no piso, as correntes podem ser exigidas nos controlos de acesso, e um carro de aluguer normal — sem correntes, sem pneus de inverno e frequentemente com pneus já gastos — não é veículo adequado ao planalto nessas condições. Todos os invernos há reboques na serra por causa disto.
Confirme sempre o estado dos acessos no próprio dia. As condições de manhã e de tarde podem ser completamente diferentes, e uma estrada aberta à subida não garante que continue aberta à descida.


Os nossos passeios 4x4 no inverno são feitos em viatura preparada e com guia que conhece o estado dos trilhos naquele dia. Isso muda duas coisas: o acesso, porque se chega a sítios que a estrada principal não serve, e a margem de manobra, porque quando um percurso não está bom há outro.
Não há pré-pagamento e o cancelamento é gratuito até 48 horas antes — o que é especialmente útil no inverno, em que a previsão a uma semana não vale grande coisa.
“Experiência incrível no pôr do sol. O guia conhecia cada miradouro e fez o passeio inesquecível.”
“Experiência fantástica para toda a família. O nosso guia foi espetacular, muito simpático e conhecedor. As paisagens são de outro mundo!”
“Reservei sem qualquer pré-pagamento. Resposta no WhatsApp em minutos. Recomendo a olhos fechados.”